9.11.07

Recepção aos alunos do primeiro ano de Comunicação Social e Cultura

(discurso)
Dou-vos desde já as boas vindas, em meu nome e em nome da minha turma.
Nesta cerimónia de recepção foi-me pedido para representar a minha turma durante este curto tempo. Penso que o objectivo será, para além de estabelecer um contacto com vocês, falar um pouco acerca do nosso percurso enquanto estudantes de Comunicação Social e Cultura… falar dos projectos e das experiências.

Nós (4º ano) temos o privilégio de termos sido os primeiros alunos do primeiro curso de Comunicação Social criado nos Açores. Privilegiados por isso, mas não “mais beneficiados”. Fomos os primeiros e também foi a partir de nós que se remediaram algumas “falhas” (poucas) – porque é sempre assim com experiências novas: vamos experimentando até conseguir o resultado pretendido.
E esperamos, sinceramente, que as coisas corram da melhor forma para vocês, e para todos os colegas que ainda ficam.

Agora, falando um pouco acerca do nosso percurso, ou melhor dizendo, dos nossos projectos…
No primeiro ano quisemos fazer um jornal, interno, da universidade, não diário… provavelmente mensal. Mas, por falta de trabalho nosso ou por falta de outros incentivos, nunca chegámos a fazer o jornal.
No segundo ano, a ideia voltou a ficar arrumada na prateleira.
No terceiro ano… surgiu a ideia de criar um núcleo de Comunicação Social e Cultura, por parte dos nossos colegas do segundo ano. Houve alguns “atritos” (digamos assim) entre as turmas… e a minha turma abandonou o projecto (que não sei como está agora).
Entretanto, com o “boom” de blogs, facilidades e ferramentas ao dispor, a minha turma criou o blog de CSC (comunicacaosocialecultura.blogspot.com).
Este blog funciona como intermediário. Intermediário entre alunos, entre alunos e informação, entre alunos e matéria a ser dada, entre alunos e as suas perspectivas e objectivos…
É também, e sobretudo, a nossa “oficina” virtual.
Aqui colocamos notícias e outros textos jornalísticos feitos por nós ou tirados de outros espaços virtuais.
Colocamos destaques para programas de televisão relacionados com a nossa área, ou que sejam minimamente interessantes. Destaques de livros – novos ou não.
Temos uma agenda… que se desenvolve a nível institucional, cultural / local, para alem de um espaço dedicado a informações úteis – como por exemplo, datas de reuniões, datas de inscrições, etc.
Temos um espaço dedicado a links para outros blogs ou páginas que consideramos interessantes, e os quais consultamos com alguma frequência.
Normalmente colocamos no nosso blog artigos que achamos interessantes, quer sejam notícias, reportagens, crónicas ou artigos de opinião; artigos esses que permitam alguma reflexão e discussão da nossa parte (em grupo, nas aulas, etc).
Este blog é da nossa autoria. Somos nós que o actualizamos. No entanto, convidamos os nossos colegas (novos e antigos) a consultá-lo – mesmo que não seja diariamente. Podem sugerir material para ser colocado, podem comentar, “acender discussões”.
É uma forma de estarmos ligados (embora de forma virtual) dentro da nossa área que é a Comunicação Social e a Cultura.

Para finalizar, e indo ao encontro do que estava a dizer, relativamente à discussão de ideias, ao debate… um pequeno conselho.
Devorem a matéria que vos é dada! Mas não se acomodem… instruam-se, pesquisem, façam formações, cursos; façam o vosso percurso, a vossa autoformação paralelamente àquilo que vos é ensinado.

E lembrem-se que, Comunicação Social não é só jornalismo. E jornalismo não é só aparecer na televisão e conhecer gente famosa. Não é só assinar um contrato e trabalhar até às seis – já basta de comodismo na CS dos Açores!
Ser jornalista é ter um dever social – o dever de informar (ou de entreter) de forma correcta, concisa e verdadeira (sobretudo!).

Por isso, absorvam tudo durante estes três anos de curso. Instruam-se conforme as vossas vontades. Façam projectos, concretizem projectos. Aproveitem os estágios de verão, que nos ajudam muito! E…
Visitem o nosso blog :)

30.9.07

Últimas criações

Andar de bicicleta deve ser uma das poucas coisas das quais nunca nos esquecemos de fazer. Mesmo assim, ao princípio custa-nos o equilíbrio...
Com o desenho de páginas de internet acontece o mesmo. Também nos esquecemos de algumas coisas... também nos "custa" a equilibrar ao princípio... e, pior que isso, custa-nos admitir a "ferrugem" nos dedos, nos cliques, no programar.

Mas é engraçado (ou não) ver como as coisas deixam de fazer parte da nossa vida...
Há três ou quatro anos atrás, os dias passavam-se sentados em frente a bits e bytes, a photoshop e dreamweaver... Até há poucos dias atrás, já não me lembrava da sensação de estar mais de sete horas em frente a um ecrã. Há três anos não faziam parte os livros, as férias ou as saídas frequentes com os amigos.

Há três anos, os amigos eram poucos, e além disso não se saía para beber uma cerveja. Não havia tempo! Hoje e o mais fácil (e frequente de se fazer).

Até há sensivelmente duas semanas, não conseguia "abrir" os ouvidos à música clássica. Hoje, consigo passar horas com a televisão ligada no canal "Mezzo".

São algumas das coisas que mudaram em tão pouco tempo.
Mesmo assim, ainda continuo a gostar de música, dos livros, do "cheiro" de Angra, do mar revolto nos meses frios na baía de Angra,... ainda gosto do café, do sorriso e do jeito das crianças,...

Mas, voltando ao início da bola de neve e das coisas que mudam e não mudam e deixam de mudar, estive a fazer uma página (muito "enferrujadamente"!) para o SIEN - Seminário Internacional de Estudos Nemesianos, num especial favor ao (mestre!) Professor Machado Pires.

Está aqui, ainda em construção. Que não seja pelo meu trabalho, mas pela obra que o fez nascer, que é a de um grande senhor açoriano chamado Vitorino Nemésio, e é também a obra dos que pela obra dele e pelo preservar da cultura se interessaram.

Com vocês, SIEN.

20.9.07

Memórias

O que eu fui descobrir...




Belos tempos... orgulho-me de os ter aproveitado bem, de ter travado amizades, de ter conhecido lugares,... de ter passado tanto frio em Aveiro,... de não ter tido medo de me perder nas ruas da Finlândia... nem me arrependo de ter perdido pontuação por ter chegado atrasada...
Só me arrependo de não me ter esforçado mais para conseguir uma pontuação melhor para Portugal. Mas também já pedi desculpa.
Excelentes momentos me deram os bits e bytes, o Photoshop e o Dreamweaver, as "ensaboadelas do meu colega de trabalho Filipe Rocha na Via Oceânica... as horas intensas de formação em PHP (obrigada pela paciência prof. Alexandre Patronilha!) na Escola Profissional de Capelas. Deram-me prazer, sobretudo, os inesquecíveis três anos de formação na Escola Profissional da Praia da Vitória.

Chegou o momento de torná-lo público: OBRIGADA A TODOS!... :)

Mitologia... 'mithos' e 'logos'... o "discurso" sobre os mitos.












Fascina-me o mundo da mitologia. Sempre me fascinou.
Depois de algumas aulas de Grandes Obras da Literatura Ocidental ainda me fascinou mais: a Ilíada, a Odisseia,... o Dom Quixote e os nossos Lusíadas. Obras recheadas de imaginação, heroísmo e mitologia.

Estava a ver um programa na SIC Notícias onde fizeram referência a um blog sobre mitologia (clássica). Aqui está ele.

Interessante...

http://mitologia.blogs.sapo.pt

"Em tempos antigos, a "Odisseia" e a "Ilíada" faziam parte de um conjunto de oito obras relativas à Guerra de Tróia. Infelizmente, hoje em dia as outras seis obras encontram-se quase totalmente perdidas, mas ainda existe alguma informação relativamente às mesmas."

Para mais sobre mitologia... uma enciclopédia mitológica virtual AQUI.

QUE DEUS ?

Não sei se se deve à minha falta de acreditar no "Deus" que alguém idealizou e transformou em fonte de fé e conduta para a sua vida... ou simplesmente pela minha revolta contra o "Deus" que a Igreja tanto impinge e diz ser o "perfeito", decidi colocar aqui a letra de uma música de um rapper português.
Boss AC de nome artístico... não sou muito amante de rap ou hip hop mas consigo abrir os ouvidos a qualquer som e sei apreciar e diferenciar músicas, letras, pessoas, carreiras e clubes de fãs, ou artistas feitos à "pressão".

Quando ouvi esta música (embora me apeteça alterar algumas coisas por forma a soar gramaticalmente melhor ) achei-a bonita... e afinal existe alguém que pensa como eu...


"Que Deus?

Quem quer que sejas, onde quer que estejas
Diz-me se é este o mundo que desejas
Homens rezam, acreditam, morrem por ti
Dizem que estás em todo o lado mas não sei se já te vi
Vejo tanta dor no mundo pergunto-me se existes
Onde está a tua alegria neste mundo de homens tristes
Se ensinas o bem porque é que somos maus por natureza?
Se tudo podes porque é que não vejo comida à minha mesa?
Perdoa-me as dúvidas, tenho que perguntar
Se sou teu filho e tu amas porque é que me fazes chorar?
Ninguém tem a verdade o que sabemos são palpites
Se sangue é derramado em teu nome é porque o permites?
Se me destes olhos porque é que não vejo nada?
Se sou feito à tua imagem porque é que durmo na calçada?
Será que pedir a paz entre os homens é pedir demais?
Porque é que sou discriminado se somos todos iguais?

Porquê que os Homens se comportam como irracionais?
Porquê que guerras, doenças matam cada vez mais?
Porquê que a Paz não passa de ilusão?
Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?
Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitas
E se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei
Eu acredito é na Paz e no Amor

Por favor não deixes o mal entrar no meu coração
Dou por mim a chamar o teu nome em horas de aflição
Mas tens tantos nomes, és Rei de tantos tronos
E se o Homem nasce livre porque é que é alguns são donos?
Quem inventou o ódio, quem foi que inventou a guerra?
Às vezes acho que o inferno é um lugar aqui na Terra
Não deixes crianças sofrer pelos adultos
Os pecados são os mesmos o que muda são os cultos
Dizem que ensinaste o Homem a fazer o bem
Mas no livro que escreveste cada um só leu o que lhe convém
Passo noites em branco quase sem dormir a pensar
Tantas perguntas, tanta coisa por explicar
Interrogo-me, penso no destino que me deste
E tudo que acontece é porque tu assim quiseste
Porque é que me pões de luto e me levas quem eu amo?
Será que essa é a justiça pela qual eu tanto reclamo?
Será que só percebemos quando chegar a nossa altura?
Se calhar desse lado está a felicidade mais pura
Mas se nada fiz, nada tenho a temer
A morte não me assusta o que assusta é a forma de morrer

Quanto mais tento aprender, mais sei que nada sei
Quanto mais chamo o teu nome menos entendo o que te chamei
Por mais respostas que tenha a dúvida é maior
Quero aprender com os meus defeitos, acordar um homem melhor
Respeito o meu próximo para que ele me respeite a mim
Penso na origem de tudo e penso como será o fim
A morte é o fim ou é um novo amanhecer?
Se é começar outra vez então já posso morrer."

in "Ritmo, Amor e Palavras"

18.9.07

Canção Simples

Tiago Bettencourt & Mantha

... mas que canção...